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  • Diário Económico

    É possível!


    Pergunta-se: estará Portugal bem colocado para tirar partido da retoma económica? Para quem acredita que a recuperação se jogará, acima de tudo, no criativo aproveitamento da imensa infra-estrutura de tecnologias da informação já instalada, a resposta tende a ser afirmativa.


    Por: Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase

    Pergunta-se: estará Portugal bem colocado para tirar partido da retoma económica? Para quem acredita que a recuperação se jogará, acima de tudo, no criativo aproveitamento da imensa infra-estrutura de tecnologias da informação já instalada, a resposta tende a ser afirmativa.


    O que nos abre boas perspectivas se vier a vingar a tese de renomeados estudiosos que antevêem um período de grande prosperidade para os próximos 20/30 anos - à semelhança, aliás, do que se sucedeu, repetidamente, em todas as fases terminais dos anteriores quatro ciclos económicos de 60 anos que se sucederam à Revolução Industrial.


    Colocado o desafio na exploração optimizada das tecnologias instaladas nas últimas décadas, ressalta à

    evidência que Portugal reúne condições para ser bem sucedido, a começar pela própria dimensão do País que, com uma amostra diversificada de dez milhões de pessoas, se revela o laboratório ideal para testar, em tempo útil, novas tendências e soluções.


    A favor dos portugueses jogam ainda uma notória adaptabilidade e uma apreciável capacidade criativa, qualidades essenciais para enfrentar o ciclo que se avizinha. Junte-se a nossa reconhecida abertura à inovação como consumidores e a sofisticação das infra-estruturas de alguns serviços de que dispomos, como são os casos da Banca e dos operadores de Telecomunicações, ao nível do que melhor existe no mundo, e temos reunidas quatro condições necessárias para multiplicar e colher, nos próximos anos,

  • os benefícios do potencial tecnológico em que o País soube investir.


    Uma realidade hoje bem visível na fibra óptica, nas energias renováveis ou na adopção do carro eléctrico, só para citar algumas apostas em que nos encontramos também na linha da frenteJunte-se a nossa reconhecida abertura à inovação como consumidores e a sofisticação das infra-estruturas de alguns serviços de que dispomos, como são os casos da Banca e dos operadores de Telecomunicações, ao nível do que melhor existe no mundo, e temos reunidas quatro condições necessárias para multiplicar e colher, nos próximos anos, os benefícios do potencial tecnológico em que o País soube investir. Uma realidade hoje bem visível na fibra óptica, nas energias renováveis ou na adopção do carro eléctrico,

    só para citar algumas apostas em que nos encontramos também na linha da frente. Este enquadramento prometedor escapa, obviamente, aos "velhos do Restelo", entretidos a descortinar dificuldades e tragédias. Mas é a base imprescindível para Portugal responder, com determinação e criatividade, aos novos paradigmas dos mercados. Dito de outra forma: o sucesso é mesmo possível e Portugal tem quase tudo para dar certo. Faltará apenas anular o "quase". Disso falaremos na próxima oportunidade.

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