Diário Económico
Foi você que pediu um 'zettabyte'?
Quase sem darmos por isso, eis-nos num mundo digitalmente avassalador. Um mundo onde a capacidade de criar e replicar conteúdos digitais é bem superior à disponibilidade para produzir novos dispositivos capazes de armazenar tanta informação digitalizada. Ou onde a produção vertiginosa de conteúdos digitais suplanta em muito a capacidade de cada um seleccionar, à medida das suas necessidades e interesses, tão gigantesco volume de conhecimento.
Por: Luís Paulo Salvado, CEO da Novabase
Esta realidade, que enuncia novos desafios e reclama urgentes respostas inovadoras, ganha uma expressão estonteante, uma faceta quase humorística, quando recorremos aos cálculos dos estudiosos para quantificar a dimensão da empreitada.
Vejamos: pela primeira vez na história do planeta, a produção de conteúdos digitais em 2010 ultrapassará a barreira do 'zettabyte'. E a tendência é para um crescimento exponencial, fruto da progressiva migração do mundo analógico para o digital, hoje concretizada de forma expedita (fotos digitais ou 'downloads' de música, por exemplo) e a baixo preço.
Mesmo tendo em conta que o 'zettabyte' é uma unidade
ainda incompreensível e desnecessária até aos dias de hoje, representando 9.444.732.965.739.290.427.392 bits de informação (livra...!), o que aí vem é incomensuravelmente mais gigantesco.
Vejamos ainda: se a informação armazenada num 'zettabyte' equivale a 1.000.000.000.000.000 de obras completas de Shakespeare ou a uma pilha de CD com uma altura igual a 20 vezes a distância da Terra à Lua, o que dizer, então, da previsão de, em 2020, estarem criados mais de três dezenas de 'zettabytes' de novos conteúdos digitais, ou seja, o equivalente a uma pilha de DVD com altura igual a metade da distância da Terra a Marte...
Quer isto dizer que as mais poderosas ferramentas disponíveis (como os populares motores de busca) estão