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  • 2011-02-01 | ComputerWorld

    CDP como sigla de resiliência


    As empresas já não têm tempo para recuperarem do impacto de um acidente no seu negócio! Qualquer indisponibilidade dos sistemas de informação pode significar perdas indirectas ou directas de receitas, dizem os fornecedores de tecnologia de Disaster Recovery.

    "A replicação de dados em tempo real por link é uma estratégia que tem vindo a ganhar relevância nas soluções de Disaster Recovery face à tradicional estratégia de backups por tape, devido à redução de custos associados às comunicações, o que por sua vez justifica a relação custo-benefício da solução para os requisitos de negócio", assegura Carla Zibreira, da Mainroad.

     

    0 conceito de protecção contínua de dados, ou Continuous Data Protection (CDP), é cada vez mais proposto como uma forma de melhor proteger os dados e melhorar a probabilidade de os recuperar, numa estratégia de recuperação após desastre ou Disaster Recovery (DR). 

     

    Baseia-se sobretudo na tecnologia de armazenamento em disco, para melhorar a eficácia do backup. Ficheiros, bases

    de dados, repositórios de correio electrónico e sistemas inteiros podem ser recuperados em minutos em vez de horas. Com algumas soluções de CDP, os sites podem ser colocados online em cerca de 30 minutos, em vez de dias.

     

    "A alta disponibilidade e a protecção de dados não são conceitos novos para os responsáveis de Tl", lembra Nuno Marques, da Totalstor. Contudo, teoricamente, será hoje mais barato a uma empresa disponibilizar um sistema de DR, mesmo numa lógica de CDP. Apesar disso, e de acordo com António Ferreira, da Claranet, "muitas empresas ainda não perceberam até que ponto os custos de uma solução de DR baixaram". O responsável lembra mesmo que, "do ponto de vista prático, o custo do risco de falha passa a ser mais caro do que o custo de manter uma plataforma de DR". Na base da evolução está a cada vez maior disponibilização

  • de largura de banda. "A quantidade de informação que pode ser copiada permite o funcionamento quase em tempo real dos processos de replicação, mesmo para grandes volumes transaccionais", explica Paulo Faroleiro, da Novabase. Na visão de Rui Soares, da HP, o CDP "vem simplificar o processo de protecção e de armazenamento da informação" - mesmo prometendo o registo "contínuo das alterações da informação e o seu armazenamento em distintas localizações". Ao mesmo tempo é feita também a replicação sobre os sistemas operacionais e aplicações que suportam a informação de negócio replicada, como lembra Paulo Faroleiro. No entanto, Rui Soares alerta para a necessidade de associar planos de recuperação de desastres a este tipo de abordagens.

     

    Para Francisco Gomes (Unisys), as funcionalidades

    inerentes resultam numa alteração de paradigma na salvaguarda de informação. O que desencadeia a salvaguarda não é só um evento temporal: ela ocorre "sempre que a informação é alterada".

     

    Pressão "contínua"

     

    A evolução registada com o CDP resulta, na perspectiva do responsável da Unisys, de uma pressão sobre as tecnologias de armazenamento e protecção da informação. Exige-se cada vez mais que sejam "mais robustas" mas "menos intrusivas". "A necessidade de acesso mais eficaz aos dados e as obrigações dos reguladores, a par dos custos destas operações, veio colocar maior pressão sobre o desenvolvimento de novos modelos de serviço, mais ajustados com os requisitos impostos e que,

    paralelamente, permitam um maior controlo dos custos (TCO) impulsionando o modelo de 'pay per use'", explica Jaime Pires, da IBM.

     

    Mas apesar de considerar o CDP como essencial em ambientes de missão crítica, Francisco Gomes condiciona a sua adopção a "uma análise de custos e benefícios da solução" considerando "a importância da informação e dos serviços para o negócio ou para a missão da organização". CW .

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