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  • 2011-10-02 | Diário de Notícias

    Novabase lança 'box' virtual no mercado mundial


    Portuguesa cria simulador de caixa de televisão em 'smartphones', 'tablets' e PC.

    A tecnológica portuguesa Novabase está a negociar a exportação da nova tecnologia Let it V, uma plataforma que simula a experiência da box de televisão em qualquer plataforma. A empresa apresentou a novidade na maior feira do sector, International Broadcasting Convention, em Amesterdão, e já está a negociar a sua implementação lá fora.

    Segundo revelou ao DN/Dinheiro Vivo o administrador Pedro Afonso, os alvos são alguns operadores em que a empresa já tem soluções instaladas e operadores de mercados emergentes com ambiente IP (Internet Protocol) bastante desenvolvido. É o caso, por exemplo, do Brasil.

    "É uma plataforma que permite aos utilizadores verem televisão ou conteúdos em qualquer lugar onde estejam e

    tenham acesso à Internet. Quer seja no tablet, no smartphone ou no PC", explica Pedro Afonso.

    A diferença para as soluções que já existem é que "permite simular integralmente a experiência de televisão em ambiente online", ao invés de ser um mero portal. A tecnologia utilizada "é muito recente" e o sistema demorou um ano a ser desenvolvido e testado pela Novabase, que investiu fortemente no projecto.

    "É a concretização da desmaterialização das boxes", continua o administrador.
     
    Uma das vantagens da Let it V é conter tecnologias de streaming adaptativo, o que significa que a emissão será adaptada ao tipo de ligação à Internet que estiver

  • disponível. Se a ligação for má ou se se deteriorar, o utilizador não vai deixar de ver televisão no tablet ou
    no PC, nem terá a imagem congelada; vai continuar a ter acesso, ainda que com menor qualidade. Isto significa que se tiver Net no parque de campismo, vai poder ver a estreia da sétima série do Houseno iPad.
     
    "Não há muita experiência na Europa na implementação deste tipo de projectos", indica Pedro Afonso.
    "É uma oferta de ponta, recente, que está muito à frente
    de muitas plataformas que estão por aí", reitera o gestor da portuguesa Novabase.

    Para o utilizador final, a vantagem será ter acesso a todos os conteúdos que tem na box em qualquer lado e em

    qualquer aparelho com a mesma interface e a mesma experiência.

    Em Portugal, o primeiro cliente é a ZON - sendo que a empresa confirmou ao DN, em Junho, que estava a testar o lançamento do serviço online, com a Iris "virtual". A Novabase vai focar-se no mercado internacional e acredita que esta tecnologia pode significar o salto definitivo para o estrelato mundial no mercado de televisão digital, onde Portugal já é um dos melhores mercados do mundo. Questionado sobre como nasceu este novo sistema, Pedro Afonso refere que surgiu "na sequência da tendência da indústria em dar resposta à forma como os consumidores querem interagir com os seus conteúdos. A Novabase pretende claramente internacionalizar esta

    plataforma. Acreditamos que tem grande potencial nalguns operadores onde já estamos. Estivemos presentes numa feira internacional em Amesterdão, que é a IBC, onde tivemos grandes possibilidades de fazer negócio. Isto foi este mês [Setembro]", diz. No entanto, o administrador prefere não identificar os operadores já contactados: "Não lhe vou precisar, porque estamos em negociação. São essencialmente mercados onde o ambiente IP já está bastante implementado, é o ambiente natural desta tecnologia. E posso dizer que há mercados emergentes com IP desenvolvido que estão interessados nesta plataforma." Acerca dos desafios desta investigação, Pedro Afonso salienta que a "tecnologia é sempre um desafio, mas não foi o maior. O maior foi perceber como é que aproximávamos o sistema da experiência dos

  • utilizadores. A tecnologia é muito recente, não há muita experiência na Europa na implementação deste tipo de projectos. A questão era: como implementamos uma experiência inovadora para pessoas que são muito exigentes, que estão habituadas a trabalhar online. Tivemos de sair do nosso ambiente de conforto".
     
    A ideia da Novabase é fazer crescer o peso do negócio internacional na sua facturação, que neste momento se encontra nos 20%. Segundo disse recentemente ao DN o CEO Luís Paulo Salvado, a facturação será de 245 milhões em 2011.
     
    Ana Rita Guerra

     

     


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