NOVABASE

NOVABASE

CABEÇALHO

MENU PRINCIPAL

CAMINHO PERCORRIDO

CONTEÚDOS

  • 2012-02-10 | Semana Informática

    Novabase reforça internacionalização


    A Novabase apresentou os resultados referentes ao ano fiscal de 2011, exercício em que registou um volume de negócios na casa dos 230 milhões de euros. Segundo Luís Paulo Salvado, CEO da tecnológica portuguesa, este valor surge «em linha com as expectativas», embora represente uma queda de 3% face ao registado em 2010.

    No entanto, a quebra maior registou-se ao nível dos resultados líquidos, com a Novabase a perder 80% para um valor na casa dos 2,7 milhões de euros (quando em 2010 tinha registado 13,1 milhões de euros). Para estes números, muito terão contribuído «os custos de reestruturação e também os resultados financeiros», explicou o CEO.

    Na realidade, em 2011, a empresa sentiu necessidade de garantir uma diminuição no custo unitário de produção, motivo que levou «à saída global de 100 pessoas» e que acabou por representar «um custo de 3,5 milhões de euros». Mas esta reestruturação ajudou também a capacitar a empresa para «uma expansão internacional mais acelerada», levando «à realocação de alguns profissionais no mercado internacional» e fazendo

    aumentar os respectivos custos.

    Questionado relativamente ao facto de a Novabase poder manter o processo de reorganização ao longo de 2012, Luís Paulo Salvado esclareceu que «tudo ficou concluído em 2011», motivo pelo qual «não está prevista a saída de mais pessoas» da Novabase.

    Por seu turno, o EBITDA da companhia sofreu uma redução de 36% em 2011, para os 14,2 milhões (tinha sido de 22,2 milhões em 2010). No último ano fiscal, o título perdeu em bolsa cerca de 28% do seu valor, «embora tenha seguido em linha com o PSI20», sublinhou o CEO.

    Em 2011, a empresa investiu 7,7 milhões de euros em

  • em investigação e desenvolvimento.
     
    No mercado internacional, a tecnológica portuguesa conseguiu um crescimento na casa dos 31 %, «ou seja, um valor superior ao do ano passado». Os dados asseguram uma receita de 46 milhões de euros fora de Portugal, sendo que o valor representou «20% do volume de negócios total da Novabase». Com projectos em África, nas Américas e na Ásia, Luís Paulo Salvado sublinhou que este será um ano de «reforço da aposta no mercado internacional». A companhia pretende terminar 2012 com um quarto do negócio fora de Portugal, devendo por isso «intensificar a aposta na oferta de produtos» além-fronteiras.
     
    Luís Paulo Salvado fez ainda questão de referir que a

    internacionalização poderá acontecer de duas formas distintas: através da abertura de escritórios locais ou através do desenvolvimento de projectos específicos em clientes internacionais.

    Entre os países que merecem especial atenção, contam-se os BRIC, «sendo que temos já projectos na China ou índia e um piloto na Indonésia», revelou.
     
    Por seu turno, também Moçambique está debaixo de olho: «É um local interessante e que estamos a analisar para tentar perceber se abrimos lá um espaço próprio», disse o CEO da Novabase. No Dubai, a companhia pretende manter a operação «mas sem reforçar o negócio» e no Brasil «espera apenas endereçar oportunidades de

    negócio» através de parceiros locais.

    Angola e Espanha são, para já, as geografias «com maior peso dentro da Novabase», com o negócio no país de nuestros hennanos «a crescer 71 % no ano de 2011».

    A aquisição de empresas internacionais não faz parte dos planos da Novabase, «até porque é um processo complicado», mas Luís Paulo Salvado não descarta a hipótese, «se surgirem oportunidades interessantes e que mereçam atenção».

    Mas quando o tema é a compra de empresas, outras há que podem interessar à Novabase.

  • A Edisoft ou a Empordef-TI são duas das que merecem especial atenção no âmbito dos seus processos de privatização, anunciados já pelo Governo. Outra hipótese em análise é a participação no avião militar da Embraer: «A Novabase está a analisar parcerias para participar no avião militar da Embraer, o KC-390», assegurou Luís Paulo Salvado. O CEO explicou que a sua empresa se encontra actualmente «a falar com outros players» para estudarem em conjunto «uma opção para desenvolver competências na área».
     
    A Novabase espera ainda alcançar, em 2012, um volume de negócios de 240 milhões de euros e um EBITDA entre os 16 e os 19 milhões de euros. A companhia pretende propor um dividendo por acção na casa dos três cêntimos. 
     

     

     

     

     

RODAPÉ