Quando há fogo na cozinha, não há como usar o estilo democrático e outodos. O único que pode utilizar-se é o autoritário, de comando e controlo. Há que tentar fazer bem todos os tipos de liderança e saber adaptar cada um a cada momento. Nos últimos dois anos da Novabase, os estilos mais adequados eram o do visionário e do coach, porque estávamos a criar uma nova visão e queríamos que as pessoas a concretizem. Se calhar, numa grande crise, o estilo autoritário, durante um mês ou dois, é melhor. Quando comunicamos bem, as pessoas aceitam o estilo autoritário algum tempo.
Perfil
Gosta de viajar, de ler e escrever e não desperdiça uma boa conversa entre amigos. Para relaxar, pratica Vela ou
Ski. Luís Paulo Salvado, 44 anos, angolano, licenciado em Engenharia de Sistemas e Computadores pelo Técnico e com um MBA na Católica, está na Novabase desde 1994. Antes de ser CEO, em 2009, foi gestor de projectos, preparou um spin off e foi director Financeiro e de Recursos Humanos.
Liderar entre fracassos e sucessos
A transformação da Novabase nos últimos dois anos - com uma nova visão, imagem e valores - é apontada pelo CEO como um sucesso da sua carreira. Ao contrário, o engenheiro não deixa de lembrar o período posterior ao rebentar da "bolha" tecnológica, quando teve que dispensar vários colaboradores, face ao corte de investimento em TI por parte dos clientes. Em épocas menos positivas, sugere
que se tomem decisões, mas partilhando-as com as pessoas mais afectadas por elas. Vencedor do Best Leader Awards, iniciativa do SOL e da Leadership Business Consulting, Luís Salvado destacou-se, aos olhos do júri, pelo "desenvolvimento da afirmação da Novabase como key player no mercado nacional" e "pelo percurso vertical numa empresa voltada para a frente".