já consegue adivinhar o nome da empresa e do produto. E, se há outros 'tablets' no mercado que parecem semelhantes, isso não é muito relevante para mim porque eu estou muito ligado a este equipamento específico. Por isso, quando uma empresa de 'design' consegue criar uma experiência muito diferente para os utilizadores, está a construir uma relação de lealdade que vai além do produto físico ele mesmo.
- No seu livro "A Arte da Inovação" explica que uma sessão de 'brainstorming' pode gerar mais de 100 ideias. Como é que se devem filtrar e escolher as opiniões?
- O 'brainstorming' exige um pouco de prática, mas pode tornar-se um motor de criatividade. É muito importante começar com uma explicação clara do que é o problema,
com uma pergunta que seja aberta, mas não demasiado abrangente. E as sessões têm regras que são, de certa forma, completamente diferentes das regras das reuniões normais: vai pela quantidade, encoraja ideias loucas, é visual, difere nas conclusões, uma conversa de cada vez. E, quando a sessão de 'brainstorming' termina, escolhemos as melhores ideias para avançar com protótipos, para vermos quais as que merecem mais investigação e implementação.
- Acredita na criação de protótipos. De que forma é que a tecnologia ajuda neste processo?
- As empresas com esta cultura usam todas as tecnologias ao seu dispor para fazer protótipos rápidos, baratos e que permitam aprender e progredir. Os bons protótipos servem
vários propósitos: articular e clarificar ideias, identificar ligações entre variáveis como custos ou funções, colocar a equipa com a mesma visão partilhada ou comunicar com públicos-alvo a nível interno.
- Quais os seus projectos neste momento?
- Estamos a fazer um pouco de tudo, desde reinventar o desenvolvimento de serviços 'self service' com um banco espanhol, a redesenhar o processo de começar negócios no Dubai. Um dos meus novos programas preferidos na IDEO é uma plataforma de inovação aberta, o "Open IDEO" que trabalha em questões sociais complexas como a obesidade infantil e cuidados de volvimento. Por trabalharmos com comerciais e com patrocinadores não lucrativos fazemos perguntas e deixamos que o mundo