Risk, Compliance & Fraud Management
É real, mas nem sempre visível. Pode parecer um crime sem vítimas, mas anualmente causa graves danos nas organizações, em todo o mundo. A prática de fraude representa uma verdadeira ameaça para qualquer tipo de instituição, quer pública ou privada, independentemente da sua dimensão ou reputação.
A prática de fraude afecta a sustentabilidade financeira das organizações, comprometendo a sua capacidade de entrega de serviços de qualidade. Mais, compromete a sua capacidade de conquistar a confiança dos seus stakeholders.
Apesar de ser um risco gerível, os responsáveis pela auditoria e combate a fraude encontram-se, na maior parte das vezes, em clara desvantagem, devido à falta de recursos e informação incompleta e desactualizada, tal é a dimensão e complexidade deste tipo de delitos.
Dimensão do problema
Anualmente, a prática deste delito representa, de acordo com a National Health Care Anti-Fraud Association, entre 49 a 226 mil milhões (3% a 10%) da despesa anual do sistema de saúde norte-americano.
A fraude não afecta apenas um determinado continente, país ou organização. Trata-se de um verdadeiro problema à escala mundial. No Reino Unido, só em 2008 e 2009, a
prática de fraude representou perdas de 1200 milhões de euros em subsídios sociais, segundo o UK National Fraud Authority.
Em 23% dos casos fraude interna, as organizações sofreram danos superiores a 1 milhão de dólares(por caso), sendo que 61% dos casos causaram perdas superiores a 100.000 dólares. (Fonte: Association of Certified Fraud Examiners, 2010).
Transformar o risco em oportunidade
Porém, a fraude, enquanto ameaça real ao bom funcionamento das organizações, deve ser vista como uma oportunidade de melhoria do sistema organizacional
Segundo o relatório internacional “Global Economic Crime